Mediação e Bancos de dados contextualizados

May 12th, 2004 por Tiago Murakami

Já que começamos a discutir a Information Literacy, podemos falar de outro conceito que segue quase a mesma idéia: Mediação. Mediação, simplificando, é a faculdade de se transformar a informação em algo que o usuário possa entendê-la. Essa é uma idéia muito interessante, pois não adianta garantir o acesso ao documento, se o usuário não o entende. A idéia da Information Literacy é um poudo diferente: capacitar o usuário para que ele possa entender os suportes e fontes de informação, e com isso, tornar-se independente.
Não tenho condições de discutir a mediação com vocês, mas tenho algumas idéias para aplicar o conceito:
Segundo o ODLIS, dicionário online de biblioteconomia e ciência da informação, Informação é um dado apresentado de forma compreensivel para leitura e com um contexto atribuido para seu uso. E indica a idéia que a uma mensagem especifica é informativa ou não dependendo da percepção subjetiva da pessoa que a recebe. E contexto é a situação, ambiente ou background (não sei traduzir) relevante para um evento, ação, trabalho, etc.
Acho que as bases de dados poderiam se tornar em bases de informações, e seriam mais fáceis de se utilizar, no momento em que cada informação que entrasse nela fosse devidamente contextualizada. Isso seria uma forma de mediação pois ao contextualizar estariamos facilitando a vida do nosso usuário, facilitando a absorção de informação.
O que vcs acham?

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2 Responses to “Mediação e Bancos de dados contextualizados”

  1. Anonymous Says:

    Há de se refletir muito antes de tratar de criar novos paradigmas.
    Dentro desta nova área de estudo que surge, onde o bibliotecário se vê como mediador da informação, alguns aspectos relevantes da relação: usuário - informação - necessidade de uso - mediação devem ser profundamente analisados e investigados.
    Fica uma indagação:
    você como mediador acha que algum usuário, digamos de uma biblioteca de saúde, vai querer entender sobre a comunicação que se faz entre os meta-metadados e metadados, juntamente com os protocolos Z39.50, no conceito de uma biblioteca sigital?
    Seguramente que não.
    Qual informação para e que tipo de usuário devemos mediar?
    Esta sim é uma questão relevante, mas também muito antiga.
    Diego Salcedo - UFPE

  2. Tiago Murakami Says:

    Diego,

    Concordo com vc. Toda a discussão deve partir do entendimento do usuário da informação e que esse usuário não tem que entender como o sistema funciona.
    Mas podemos fazer muito mais do que simplesmente criar sistemas de recuperação de informação. Podemos criar sistemas de aprendizado. Isso faz uma diferença enorme.

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