Novo blog, novo endereço

October 5th, 2007 por Anjin

Os Bibliotecários sem Fronteiras estão de casa nova, agora com domínio próprio, visual mais moderno e organizado, além de outras novidades.

Bibliotecários Sem Fronteiras

Confiram: Bibliotecários Sem Fronteiras 2.0


Crítica da informação

August 14th, 2006 por Tiago Murakami

O texto Crítica da informação: onde está?, de Jack Andersen que está disponível no ExtraLibris é um daqueles textos que nos permitem uma grande reflexão sobre a nossa profissão. Farei aqui um resumo da reflexão para demonstrar o quanto o texto é importante e vale uma leitura.

Andersen discute a falta de engajamento dos bibliotecários no discurso público:

?O discurso de sua bagagem disciplinar, a biblioteconomia, se preocupa mais com problemas prescritos do que problemas descritivos e analíticos. Durante seu treinamento, os bibliotecários não são introduzidos às teorias, escolas de pensamento, disciplinas acadêmicas e conhecimento necessário para engajar no discurso público simplesmente porque a biblioteconomia se coloca distante da sociedade e da cultura através de seu discurso técnico e gerencial, apesar de o campo claramente não hesitar em expor sua significância social e cultural. Dessa maneira, a biblioteconomia falha em produzir críticos da informação e, conseqüentemente, também falha em desenvolver uma posição crítica em razão dos objetos da disciplina.?

Andersen cita Habermas (1996) ao afirmar que a sociedade é a unidade básica da organização do conhecimento. Possui estruturas e esferas particulares organizadas de acordo com interesses particulares e atividades. E a partir dessa afirmação, cria um esboço das formas de conhecimento organizado e mediado na sociedade:

Organização social GERA
Religião, direito, política, ciência, economia, educação, arte, comércio, indústria e administração, que GERA
Documentos e informação afiliada com instituições que sustentam e mantêm estruturas sociais, poder e influência, que GERA
Produção e distribuição, através de uma variedade de gêneros: livros, artigos, jornais, leis, reportes, memorandos, propaganda, noticiários, panfletos e diferentes situações comunicativas, que GERA
Sistemas de organização do conhecimento

E argumenta:

“A parte da sociedade que mais importa para os bibliotecários é aquela onde o conhecimento ou a informação, materializados em uma variedade de gêneros, circula, e qual papel os sistemas de organização do conhecimento possuem em relação a essa circulação, que implica preocupação com o impacto que a circulação do conhecimento exerce sobre a sociedade. Se esse for o caso, significa que qualquer análise e crítica dos sistemas de organização do conhecimento devem ser direcionadas e compreendidas em relação às formas do conhecimento organizado na sociedade”

Ele nos demonstra que se atuarmos como críticos da informação, poderíamos contribuir para a desmistificação dos sistemas de organização do conhecimento na esfera pública, através da discussão e justificação do porque os sistemas de organização do conhecimento e suas funcionalidades são importantes para o público. E ainda:

?A biblioteconomia precisa argumentar que esses sistemas fazem uma diferença dentro da sociedade, e também mostrar como eles afetam nossas atividades profissionais e diárias. Bibliotecários podem e deveriam fazer isso ativamente, atuando como críticos das estruturas de comunicação textualmente mediadas da sociedade. Se as pessoas puderem ver que a funcionalidade dos sistemas de organização do conhecimento está conectada com problemas sociais e culturais, então eles poderão compreender porque tais sistemas funcionam da maneira que funcionam, e assim, as pessoas poderão ver que como outros tipos de informação, os sistemas de organização do conhecimento estão sempre fundados em ideologias particulares. Possui uma ideologia particular não é necessariamente ruim. O problema é não ter ciência da presença da ideologia. A responsabilidade social e cultural básica do crítico da informação deve ser informar a sociedade sobre a existência de ideologias implícitas nos sistemas do conhecimento.?

Leia a tradução em:

ANDERSEN, Jack. Crítica da informação: onde está?. ExtraLibris, 2006. Disponível em: Extralibris.

E o original:

Original: ANDERSEN, Jack. Information criticism: where is it? Progressive librarian, 2005. Disponível em: Libr.org.

E as outras referências citadas:

Habermas, J. (1996 [1962]). Structural Transformation of the Public Sphere: An Inquiry Into a Category of Bourgeois Society. Translated by Thomas Burger with assistance of Frederick Lawrence

Depois de refletir sobre esse texto, percebi que o post abaixo precisa ser reescrito.


Reflexões sobre a organização das informações em blogs

August 11th, 2006 por Tiago Murakami

A organização das informações em blogs é um caso particular devido a sua própria natureza. Os blogs são ferramentas de editoração de sites que utilizam como principal meio de informação os posts. Os posts são informações criadas pelos autores, mas utilizam uma forma de comunicação mais condensada, espontânea e informal. Portanto, não é possível utilizar os sistemas de organização que estamos acostumados a utilizar em bibliotecas. Então, quais são os sistemas de organização utilizados em blogs?

  • Ferramentas presentes em todos os blogs:
    • Ordenação cronológica: O sistema de ordenação mais fácil de identificar em um blog é a ordenação cronológica. Praticamente todos os principais blogs utilizam a ordem cronológica na tela principal para apresentar os seus posts.
    • Busca em texto completo por palavras: As principais ferramentas de publicação de blogs apresentam uma busca simples por palavras. Esse sistema utiliza os textos completos para encontrar as palavras similares dentro dos posts. Sinceramente, considero esse sistema pouco utilizado por visitantes, mas é um item essencial pois disponibiliza a possibilidade de criação de pontos de acesso para cada palavra dentro dos posts. E além disso, possibilita a utilização da lógica booleana.
    • Indexação em máquinas de busca: Os principais sistemas de blogs utilizam bases de dados que são facilmente indexadas por máquinas de busca. Esse normalmente é o principal ponto de acesso ao blog. O grande problema dele é que ele indexa por importância e não por ordem cronológica e o acesso é por similaridade de palavras. Isso pode dar problemas como: O autor do blog criou um post sobre um determinado assunto, mas recebeu alguns comentários ou novas informações e por isso criou um novo post, agora mais completo sobre o assunto. O usuário que acessar por meio de ferramentas de busca normalmente irá encontrar o post anterior, que está indexado a mais tempo e pode ter recebido comentários e links de outros blogs e por isso estar melhor rankeado e por isso não encontrar os posts mais recentes. A solução para esse caso é difícil, e ao meu ver, depende do autor fazer uma remissiva (link) no primeiro post para os posts mais recentes.
  • Outras ferramentas para organização da informação em blogs:
    • Categorização: Criação de categorias para os conteúdos dos posts. A diferença nesse caso entre a classificação de bibliotecas e a utilizada em blogs é que enquanto as bibliotecas utilizam uma classificação criada anteriormente, os blogs vão criando a estrutura de classificação conforme crescem. É claro que essa estrutura apresenta problemas como a não revisão dos posts anteriores a cada criação de categoria, pois pode acontecer de uma nova categoria abranger assuntos já abordados. E além disso, as categorias podem ser organizadas em ordem hierárquicas. E uma ?novidade? e a visualização de nuvens de categorias por peso, salientando as categorias com mais posts das demais.
    • Folksonomia: A utilização de etiquetas (ou tags) para a descrição dos conteúdos dos posts é chamado de folksonomia. As tags são mais informais do que as categorias, mas apresentam o mesmo princípio. A vantagem das tags é a possibilidade de criação de um link automático para quaisquer posts de qualquer blog que utilizam as mesmas tags. Nesse caso, o sistema de tags funciona como um gateway (ponto de acesso ou porta de acesso). As tags possibilitam a visualização da totalidade do conteúdo descrito nessas palavras por meio de nuvem de tags. Elas podem ser ordenadas alfabeticamente (ascendente ou descendente), ou por peso (quantidade de vezes que aparecem) e ainda há um estudo interessante de como melhorar a visualização de nuvem de tags feito por Yusef Hassan Monteiro. Além disso, poderemos criar buscas específicas para tags, o que pode eliminar bastante ruído na busca. No blog Deakialli há um post interessante sobre a automatização de tags.
    • Outros tipos de ordenação: Outros tipos de ordenações podem ser utilizadas como um pontos de acesso a blogs como posts mais acessados, mais comentados, ou no nosso caso específico, estamos utilizando um sistema de rankeamento que permite aos leitores votarem nos posts e por isso dá para ordenar por maiores notas

    E como sempre: Alguém conhece mais alguns tipos de ferramentas para organização da informação em blogs?

    PS. Preparem-se … em breve um novo Blog com diversas novidades!


    Enebd 2006

    August 7th, 2006 por moreno

    Slides originais em www.flickr.com/photos/morenobarros

    Texto na íntegra

    Estou devendo um post decente, desde que retornei do ENEBD na Bahia. Como falei anteriormente, alguns computadores estavam disponíveis dentro do alojamento para acesso à Internet, o que facilitou a vida de muita gente. Mas o acesso era disputadíssimo e eu estava praticamente de férias, não queria ficar muito tempo de frente pra tela e comprometer ainda mais a minha visão debilitada pelo constante uso.

    Mas não esperem muito de meus relatos, porque há muito tempo que encontros discentes pra mim viraram sinônimo de turismo, excetuando a atenção que eu tento dar pros trabalhos apresentados pelos colegas. As temáticas abordadas e as discussões que ocorrem são sempre a mesma ladainha, com muita gente choramingando (literalmente) a situação da biblioteconomia (em geral), quando um pouquinho de conhecimento epistemológico bastaria pra verificar que as discussões são totalmente inúteis.
    O bom dos encontros discentes de biblioteconomia é a visibilidade que ele proporciona para os próprios alunos, que não tem voz em outros canais mais tradicionais (ver meu trabalho). Além do contato com os próprios colegas, a percepção da realidade em outras escolas, outros estados, as pesquisas realizadas, os trabalhos apresentados, projetos em conjunto, as festas, os beijos, as cidades, o TURISMO! (muitas vezes financiado pelo cnpq e reitorias? )

    Do XXIX ENEBD eu (mais uma vez) guardarei boas lembranças. A comissão organizadora teve dificuldades desde o início com o fomento, patrocínio, o que causou um elevado aumento no preço das inscrições. Por um instante houve uma articulação em prol de boicote, invasão, reajustes. Mas nada disso ocorreu, e a maioria teve que se contentar com a alta dos preços e um pequeno desconto na véspera da realização do evento. No final das contas, teve superlotação, os alunos compareceram em massa. O alojamento não era dos melhores (comparado com o último enebd na UFPA, principalmente), mas deu pra comportar todos. A comida foi bem servida e na maior parte do tempo sentíamos que a alta grana estava sendo bem investida. Aliás, sempre é, pois em nenhuma outra oportunidade conseguiríamos participar de um evento, durante uma semana, sempre em cidades turísticas, com tão pouco dinheiro.

    O grande lance deste enebd foi a atenção especial dada aos trabalhos discentes. Acho que mais de 60 trabalhos foram aprovados, entre apresentações orais e pôster. É o tipo de atitude que eu sempre imaginei como correta, afinal, um encontro promovido por e para estudantes, nada mais justo que contemplasse os estudantes apenas. Parabéns para a comissão científica pela sensibilidade.

    Algumas decisões foram tomadas com base nos grupos de discussão, entre elas o não comprometimento com o ENADE e as alterações do estatuto do Enebd. Uma nova executiva foi formada e quem tiver alguma dúvida, pode entrar em contato.

    O Roosewelt está articulando a criação de um repositório definitivo para a documentação do enebd, desde anais, até fotografias.

    Eu ainda não verifiquei se os anais estão no site do evento, mas eu os possuo em cd. Se alguém precisar de algum trabalho, de alguma documentação, eu posso enviar, me comuniquem por email.

    Entender o enebd é bem simples. Basta ir. Quem não vai, não sabe como é. E quem vai, não consegue descrever o quanto é proveitoso. É mais ou menos assim que funciona os sistemas de compartilhamento de informação na internet, criados pelos alunos de biblioteconomia de diversas escolas do Brasil.

    Essa foi a temática do trabalho que eu apresentei. Eu tive uma catarse quando decidi não falar em termos de apresentação, e sim de consolidação, justamente pelo o que eu disse acima: não dá mais pra todo enebd ficar ?visita meu blog, minha revista, meu repositório, meu portal?. Eles estão lá, são ricos, quem participa sabe como é bom e o quanto ganha em informação. É exatamente como o Enebd, só quem participa é que ganha. Quem não participa, vai ficar ?pra sempre? confinado à sua escola, ouvindo somente aquilo o que os professores têm a dizer.

    O meu trabalho fala sobre o BSF, a revista ExtraLibris, o repositório acadêmico de biblio e ci e o Profinfo. Como eu estou por trás e tenho contato direto com os gestores de todos eles, nada mais justo do que criar um trabalho que os definisse em definitivo, porque eles merecem, tanto os criados como os próprios sistemas.

    slides da apresentação e texto na íntegra

    Voltando ao Enebd, a próxima escola sede será UFSCar. Acho que os estudantes agora estão com medo de organizar os enebds, porque demorou bastante tempo na plenária até que alguém se prontificasse a sediar o encontro. A única que fez, levou. Bom, parabéns e boa sorte. Só espero que esse medo não persista nos próximos anos, e bem ou mal, os enebds sempre são bem organizados e valem como uma experiência de empreendedorismo e tanto (o colega Vivaldo já escreveu um trabalho sobre o que é organizar um encontro estudantil).

    Vou tentar fazer uma compilação das fotos do evento, conforme os colegas forem publicando. Por enquanto, tem esses links aí embaixo:

    moreno

    roosewelt

    zilli

    isabella

    marina

    phablo

    vídeos do youtube

    Acho que é isso. Quem foi, pode contar a sua versão nos comentários.


    Google Acadêmico

    August 1st, 2006 por Anjin

    A pesquisa é uma das tarefas mais apaixonantes, mas também uma das mais árduas e minuciosas. Cada tema explorado, por mais simples e específico que seja, pode relacionar-se a um grande número de autores, livros, artigos e muitos outros documentos.

    No Google, queríamos contribuir com os profissionais e acadêmicos de forma que eles pudessem acessar informações relevantes para seus projetos. Afinal, suas pesquisas enriquecem a cultura e até mesmo tornam possíveis muitas de nossas atividades. Essa foi a nossa motivação para criar o Google Scholar, o sistema de pesquisa acadêmica na internet. A versão em português está disponível com o nome de Google Acadêmico. Aproveite para encontrar tudo que você sempre quis saber sobre arte, ciência, literatura e mais!

    O Google Acadêmico permite pesquisar teses, livros, estudos, artigos e todo tipo de material especializado, provenientes de bibliotecas, editoras e universidades do mundo todo. A página de resultados mostra fichas bibliográficas, citações, resumos e artigos acadêmicos completos de algumas bibliotecas. Além disso, é possível realizar pesquisas avançadas para restringir o tema e encontrar o material mais relevante.

    Esperamos que esta ferramenta seja de grande utilidade.

    Fonte: blog do Google Brasil

    PS: Como não sou da área, deixo para os editores e leitores do BSF os comentários sobre possibilidades, recursos, viabilidade de implementação nas bibliotecas universitárias brasileiras, repercussão no meio acadêmico… :-)

    PS2: Bibliotecários ? Ajudem os usuários a descobrir os recursos da sua biblioteca


    RABCI

    July 30th, 2006 por Tiago Murakami

    O Repositório Acadêmico de Biblioteconomia e Ciência da Informação sofreu um ataque de algum moleque mal intencionado que nos obrigou a parar a nossa atividade por praticamente um mês. Informamos que ele já está no ar novamente.
    O lado bom da história foi que isso nos permitiu testar algumas novas ferramentas. A mais interessante delas é a Tag Cloud (ou nuvem de etiquetas). No contexto de blogs e fotologs, as nuvens de etiquetas são criadas a partir das etiquetas criadas para descrever cada post ou foto. Esse tipo de classificação é chamado de Folksonomia. Já no caso do nosso repositório, o funcionamento é um pouco diferente. Por não dominarmos bem programação, fomos obrigados a utilizar o bom serviço fornecido pela ZoomClouds. Ele cria uma nuvem de tags a partir da analise automática dos termos contidos no RSS. Essa analise é feita por um software do Yahoo!, que leva em consideração os termos da sua base. O resultado é uma prioridade para temos da base do Yahoo!, e por isso essa nuvem não representa o conteúdo total do repositório, mas que é um ponto a mais de acesso a informação e se torna uma alternativa interessante. Espero que aproveitem!!

    Infelizmente ela não funciona no Internet Explorer… utilizem o Firefox.

    tagcloud


    Biblioteconomia em SC: curso, projeto de lei, abaixo-assinado

    July 30th, 2006 por Diego

    Algumas notícias da Biblioteconomia em Santa Catarina:

    Veja na página da ACB:

    • Abaixo-assinado por bibliotecários nas escolas
    • Projeto de lei para criação do cargo de Bibliotecário Escolar nas escolas da rede pública estadual de Santa Catarina*
    • Diagnóstico das Bibliotecas do Estado de Santa Catarina

    Cursos:

    AACR2 2003: principais alterações

    Ministrante: Professora Rosa Corrêa

    Data: 23 e 24 de agosto (quarta e quinta)
    Horário: 8h30min às 12h30min e das 13h30min às 17h30min
    Local: Auditório da FAED, UDESC - Centro de Florianópolis
    Carga horária: 16h

    Formato MARC 21

    Ministrante: Sandra Helena Schiavon

    Data: 26 de agosto de 2006( sábado)
    Horário: 8h30min às 12h30min e das 13h30min às 17h30min
    Local: Auditório Elke Hering da BU UFSC

    Informações detalhadas sobre os cursos, aqui:
    http://www.acbsc.org.br/cursosEEventos.shtml

    * Sobre o projeto de lei, vale destacar a posição do SINEPE/SC (Sindicato dos Estabelecimentos Privados de Ensino SC) e
    resposta da Associação Catarinense de Bibliotecários


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